Comentário ao texto "A lógica da mídia..."
Dênis de Moraes escreveu um texto entitulado A Lógica da Mídia no Sistema de Poder Mundial. Seu trabalho me pareceu mais um panfleto político do que um texto científico. Ele apresenta algumas informações e dados que comprovam a crescente concentração dos meios de comunicação nas mãos de poucas empresas, e analisa a relação entre as mudanças paradigmáticas e a reestruturação produtiva destas. Segundo o autor, a crescente concentração que gera oligopólios das redes de comunicação seria culpa da "crescente liberalização". Para ele, a falta de investimento dos governos latino-americanos piora esse quadro. Ele diz:
"A dependência aos cartéis é ainda mais problemático diante dos insuficientes investimentos dos governos latino-americanos em ciência, tecnologia e industrialização do entretenimento, restringindo as condições de competitividade dos produtos autóctones." (pg 31)
Ora, o que o autor propõe é que, com o dinheiro dos impostos, o Estado invista em entretenimento! Nada mais latino-americano do que lançar nas mãos do Estado mais e mais funções. Não cabe ao Estado ser produtor de entretenimento!
O discurso do autor, com o passar das páginas, vai pendendo cada vez mais para a esquerda. Sua crítica à concentração e a conseqüente uniformização e declínio da qualidade dos programas traz argumentos pouco originais e rasos.
Ele levanta a seguinte questão: "Como acreditar no valor absoluto da liberdade de escolha quando verificamos qye 85,5% das importações audio-visuais da América-Latina provém dos Estados Unidos?" - "Ora" - eu responderia ao autor - " As pessoas podem desligar a TV, deixar de ir ao cinema; podem sentar em uma praça para ler um livro, para conversar. A liberdade de escolha é algo muito mais amplo do que alugar um filme, escolher um canal de televisão ou ir ao cinema. Colocar a liberdade de escolha em questão por conta da oligopolização da comunicação é exagerar o poder dos meios."
Na página 32 o autor critica a televisão como negócio. Afirma que as empresas "(...)almejam a maximização dos lucros, sem se importar com a formação educaional e cultural das platéias." Ao meu ver, imaginar que seja obrigação da televisão a formação educacional e cultural nos moldes formais é infantilidade. Na mesma página, o autor volta a defender um papel mais forte do Estado nas questões relacionadas à comunicação. Ele diz:" Se desejamos a livre circulação de informações, é hora de revitalizar a sociedade civil e arregimentar forças para as ingentes tarefas de revalorizar a política como âmbito público de representação e de revitalizar oa laços comunitários. Insistimos no estabelecimento de políticas públicas de comunicação, assentadas em mecanismos (prestem atenção!) democraticamente instituídos de regulação, de concessãoo, de tributação e de fiscalização."
Termos como "democratização da vida social". "pluralismo cultural", "diversidade informativa" e " relações participativas" aparecem juntos à "insurgência contra o sataus quo."
Na última página, o pensamento socialista do autor é escancarado:
"(...) contradições que devem se alargar pelas forças contra-hegemônicas e pelo pensamento socialista comprometido com a construção de um tipo de globalização que incorpore justiça social ao desenvolvimento sustentável."
Como se pode ver , o esquerdismo frouxo, o estatismo, as expressões batidas e politicamente corretas dão o tom do texto de Dênis de Moraes.
"A dependência aos cartéis é ainda mais problemático diante dos insuficientes investimentos dos governos latino-americanos em ciência, tecnologia e industrialização do entretenimento, restringindo as condições de competitividade dos produtos autóctones." (pg 31)
Ora, o que o autor propõe é que, com o dinheiro dos impostos, o Estado invista em entretenimento! Nada mais latino-americano do que lançar nas mãos do Estado mais e mais funções. Não cabe ao Estado ser produtor de entretenimento!
O discurso do autor, com o passar das páginas, vai pendendo cada vez mais para a esquerda. Sua crítica à concentração e a conseqüente uniformização e declínio da qualidade dos programas traz argumentos pouco originais e rasos.
Ele levanta a seguinte questão: "Como acreditar no valor absoluto da liberdade de escolha quando verificamos qye 85,5% das importações audio-visuais da América-Latina provém dos Estados Unidos?" - "Ora" - eu responderia ao autor - " As pessoas podem desligar a TV, deixar de ir ao cinema; podem sentar em uma praça para ler um livro, para conversar. A liberdade de escolha é algo muito mais amplo do que alugar um filme, escolher um canal de televisão ou ir ao cinema. Colocar a liberdade de escolha em questão por conta da oligopolização da comunicação é exagerar o poder dos meios."
Na página 32 o autor critica a televisão como negócio. Afirma que as empresas "(...)almejam a maximização dos lucros, sem se importar com a formação educaional e cultural das platéias." Ao meu ver, imaginar que seja obrigação da televisão a formação educacional e cultural nos moldes formais é infantilidade. Na mesma página, o autor volta a defender um papel mais forte do Estado nas questões relacionadas à comunicação. Ele diz:" Se desejamos a livre circulação de informações, é hora de revitalizar a sociedade civil e arregimentar forças para as ingentes tarefas de revalorizar a política como âmbito público de representação e de revitalizar oa laços comunitários. Insistimos no estabelecimento de políticas públicas de comunicação, assentadas em mecanismos (prestem atenção!) democraticamente instituídos de regulação, de concessãoo, de tributação e de fiscalização."
Termos como "democratização da vida social". "pluralismo cultural", "diversidade informativa" e " relações participativas" aparecem juntos à "insurgência contra o sataus quo."
Na última página, o pensamento socialista do autor é escancarado:
"(...) contradições que devem se alargar pelas forças contra-hegemônicas e pelo pensamento socialista comprometido com a construção de um tipo de globalização que incorpore justiça social ao desenvolvimento sustentável."
Como se pode ver , o esquerdismo frouxo, o estatismo, as expressões batidas e politicamente corretas dão o tom do texto de Dênis de Moraes.


4 Comentários:
Olá Felipe,
Confesso que encontrei outros PONTOS DE VISTA no texto abordado por Dênis de Moraes no texto citado. Ao meu ver, ele adverte sobre a atual concentração do mundo virtual e nos alerta para a percepção de um mundo contemporâneo alicerçado nos megagrupos. Discordo de que o autor esteja, usando de suas próprias palavras, propondo "que, com o dinheiro dos impostos, o Estado invista em entretenimento!" Também discordo quando diz que "nada mais latino-americano do que lançar nas mãos do Estado mais e mais funções. Não cabe ao Estado ser produtor de entretenimento". Acredito, sim, que é dever do Estado criar programas de entretenimento para seu povo, assim como educação, saúde, emprego e cultura. Ou o entretenimento não faz parte desta cadeia complexa de bem estar?
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Olá Adurens...
me manda um email para que eu possa te colocar na minha lista de contatos e para que eu te passe o email da mestre em literatura, Geruza Zelnys. Ela aceitou analisar seus poemas.
Abraço,
Eric
ericzorob@hotmail.com
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