A alma da Corporação

Gosto de máximas. Há uma que diz: "Nós somos o que nós comemos". Após assistir trechos do documentário A Corporação passei um bom tempo pensando a seu respeito. Eis o que fiz: peguei a máxima, coloquei-a ao lado dos fatos que o filme elucidou, decorei o quadro sobrepondo-o ao nosso contexto histórico, dei uma chocoalhação e cheguei a uma conclusão. É uma conclusão aterradora! Uma conclusão horripilante! Concluí que nós - seres humanos viventes sob o industrialismo, sob o julgo da modernidade - não sabemos quem somos.
O filme tem como tema o poder das corporações no mundo atual; poder econômico e político; poder que as transforma em entidades maquiavélicas, maliciosas, controladoras de informações, manipuladoras de fatos. O caso supreendente de uma indústria de alimento que comercializava leite de vacas adoecidas com antibióticos me fez pensar na ignorância em que vivemos a respeito do que consumimos (e consequentemente a ignorância de quem somos); me fez pensar no filme Tempos Modernos e no mundo em que vivemos; mundo em que precisamos confiar nossas vidas à impessoalidade dos industriais, à frieza das máquinas...
Sendo contrário ao que prega o mundo do livro 1984 , não penso que "ignorância é força". Mas o conhecimento é...O que é o conhecimento? Desilusão?


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